
09/02/2006 22:02
Estava triste, desmotivado.
Sua mulher havia deixado de amá-lo.
Levantou da cama e vestiu-se naquela
manhã de domingo.
Sem nada para fazer, saiu de casa
e andou sem rumo.
Até aquele dia, nunca tinha reparado
como era penoso viver sem amor.
Depois de andar durante horas, sentou-se
à sombra de uma árvore frondosa no
banco de uma praça, de cabeça baixa.
Ao seu lado, sentou-se um homem que,
pelo seu aspecto, pareceu-lhe um mendigo.
Quase se levantou para seguir o seu caminho,
mas o sorriso do homem o reteve.
Aos poucos, se estabeleceu um diálogo
e uma animada conversa que se estendeu
por horas.
Finalmente, o marido se levantou do banco,
deixando dinheiro na mão do mendigo.
Sua postura já estava diferente.
Agora, com passo enérgico, voltou para casa,
tomou banho, fez a barba e se vestiu
com todo cuidado.
Saiu sem dar explicações e sua mulher,
que já não o amava, se mostrou levemente
curiosa com a sua nova atitude.
Voltou à noite, bem tarde.
No dia seguinte, cumprimentou gentilmente
sua mulher e foi trabalhar.
Na volta, vestiu um short, calçou tênis
e fez uma longa caminhada noturna.
Dormiu com excelente disposição.
O dia seguinte foi igual, talvez melhor.
Sua mulher, que não o amava, e seus filhos
se surpreenderam.
Parecia ter perdido a tristeza.
Ganhara uma força e uma elegância
que a família nunca antes tinha notado.
Continuou a ser gentil com a mulher,
mas nunca mais lhe pediu desculpas
ou explicações, nem exigiu que fizesse
amor com ele.
Passaram-se semanas.
A atitude do marido continuava firme
e a disposição otimista instalou-se de vez.
A mulher sentia-se cada vez mais intrigada
com a mudança miraculosa do marido e teve
mais simpatia por suas novas atitudes,
sábias e moderadas.
Embora ela persistisse em não amá-lo,
ele melhorava seu desempenho como
pessoa e como pai.
Agora, os amigos o procuravam.
Era evidente que tinha se transformado
num homem sábio.
Quanto a mim, sou um sujeito profundamente
curioso, talvez por ser escritor e fui
à mesma praça onde estivera o marido a fim
de procurar o mendigo.
Pude reconhecê-lo imediatamente.
Sem vacilar, sentei-me a seu lado.
Apresentei-me e perguntei o que ele tinha
dito para o marido.
Sorrindo, o mendigo me respondeu:
"Ah, lembro...
Não dei grande conselho.
Disse-lhe apenas que, com minha experiência
de mendigo, aprendi que nunca se deve
pedir dinheiro e, pelas mesmas razões,
jamais se deve suplicar amor.
Essas são duas coisas que sempre
nos negam quando as pedimos".
E sorrindo, acrescentou:
"O DINHEIRO, A GENTE GANHA...
O AMOR, SE CONQUISTA".
"Recebi este texto por email, sem autoria, mas quis
dividí-lo-lo com vocês, pela mensagem que ele contém."
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enviada por Vivian
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Mulher de alma madura, apreciadora de todas as coisas que lhe tragam paz interior. Not�vaga por natureza, ama a cia da Lua. Um esp�rito livre de pre-conceitos in�teis, por isso caminha por onde bem quiser.
Devoradora de bons livros. Amante da medita��o, pois adora olhar-se pra dentro, e dominar a paz reinante. Gosta da natureza, gosta de gente, ama vasculhar almas, para com isso se auto-conhecer, acreditando na multiplicidade do ser.
Essencialmente seletiva, sincera e amiga, sempre pronta para ouvir, e ou aconchegar. Fala pouco, e ouve muito. Bem humorada por natureza, porque acredita que a vida foi feita para curt�-la, e n�o deixar que ela nos curta com tristezas. Amante do mar e seus mist�rios, e sobre ele, tamb�m rabisca alguns escritos, brincando com as palavras sem pretens�o de louvores.
Enfim... Uma mulher de bem com a vida, que adora viajar o mundo via mouse sem tirar o pijama...
Gosta muito desta frase:
"Sou um ser espiritual vivendo uma experi�ncia humana. N�o um ser humano vivendo uma experi�ncia espiritual"
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